Gramado/RS – Serra Gaúcha

Aproximadamente sete meses após a viagem para Gramado/RS decidi escrever sobre ela. Não sei por qual motivo enrolo tanto às vezes… Acho que espero bater aquela saudade insuportável.

Quanto ao passeio, foi maravilhoso… Tentarei descrever tudo que conseguir lembrar… A memória vai apagando algumas coisas.

Nós fizemos toda a viagem sem intermediação de qualquer agência de turismo. Por isso, assim que chegamos no aeroporto de Porto Alegre – RS, já passamos na locadora de veículos e retiramos o carro que havíamos reservado. Assim, seguimos viagem para Gramado (a distância é de cerca de 115 km e as estradas são maravilhosas, a gente nem vê passar direito).

Ficamos em uma pousadinha maravilhosa! Simples, porém muito bem conservada, os atendentes muito educados e a comida muito caprichosa e saborosa! O nome: Pousada Ald’Mama (localizada em uma das avenidas principais da cidade).

Assim que chegamos decidimos comer um lanche e optamos por uma “sanduicheria” muito próximo da pousada e bastante famosa: TORO. Lá eles servem sanduíches “gourmet”, bebidas e cervejas de vários tipos.

 

Esse foi um dos únicos lugares que visitamos sem o cupom de descontos, pois quando a data da viagem se aproximou, acabamos encontramos descontos nos melhores lugares da cidade em site de compra coletiva! Valeu muito a pena, pois comemos tudo que queríamos… as pessoas na cidade são extremamente educadas e fomos muito bem tratadas em todos os lugares que visitamos.

No segundo dia, aproveitamos o dia para conhecer a cidade e comprar alguns chocolates. Eu realmente surtei na loja de chocolates e quase acabei gastando todo meu dinheiro lá. Aproveitamos para comprar alguns chocolates em algumas lojas do centro.

Alguns pontos turísticos da cidade estão expostos em imagens logo abaixo.

Rua Coberta (estava acontecendo um festival de música na semana que fomos):

 

Palácio dos Festivais (onde ocorre o festival de cinema):

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Paróquia São Pedro:

Fonte do amor eterno (ao lado da igreja – eles vendem uns cadeados para você prender na fonte e jogar a chave):

Jardim próximo à igreja:

Lojinha de chocolate da Florybal (onde eu quase larguei todo meu dinheiro da viagem):

Lado negro:

Nesse dia almoçamos em um restaurante no centro da cidade chamado Trattoria del Corso (utilizamos o cupom de desconto – eu tinha uma foto do prato, mas perdi 😦 só posso dizer que estava MARAVILHOSO – comemos comida italiana):

 

Como o post dessa vez está ficando bem grandinho, pensei que fosse melhor deixar as próximas atrações para o próximo post. Como podem perceber, Gramado tem muitos lugares para visitar. Na verdade, cada um desses lugares que estou apresentando aqui renderia um post completo no blog (quem sabe em uma outra oportunidade).

Mas prometo que em breve retorno com o teleférico, a “rua torta”, os museus e o mais divertido de todos: SNOWLAND!

Gramado traz ao nosso coração uma mistura de sentimentos…

Quem eu sou

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Essa vida tem cada surpresa. Num momento estamos contentes, no outro estamos amadurecendo.

Dor, tristeza, humilhação, injustiças, desânimo, frustração são coisas que vêm no pacotinho chamado: “vida”. Mas se queremos o outro lado, as outras coisas, os outros sentimentos, os outros crescimentos, os outros sorrisos, os outros abraços, os outros beijos, precisamos estar prontos para comprar o pacote completo.

Algumas pessoas passam por essa vida achando que isso é tudo. Triste forma de enxergar o viver, triste forma de entender o sofrer, o amar, o regozijar. Não consigo compreender como os mistérios não cativam, como a eternidade não penetra no coração.

Algumas pessoas pensam que são a fama, que são a riqueza, que são o dinheiro. Elas se tornam essas coisas, passam por cima dos outros e ficam lá sozinhas. Como aquele dragão da lenda. E, ainda assim, acham que estão no caminho certo, pensam que os abraços e os sorrisos são verdadeiros, mas esquecem do que somos feitos: de pó.

No nosso interior deve fluir rios de águas vivas, que extrapolam os limites humanos, os limites físicos. Que exorbitam a esfera da alma e penetra no próprio espírito. Não sou quem pareço ser, sou quem realmente sou, naquele lugar que ninguém enxerga, naquele lugar que não tem cabelo, nem olhos, nem cor de pele, nem mãos, nem braços, nem correntes sanguíneas ou mesmo coração. Eu sou aquilo que está no profundo do meu ser, aquilo que os médicos não podem tocar, aquilo que os olhos não podem ver e nem os ouvidos ouvir.

Não sou o que as pessoas dizem que eu sou. Sou quem eu sinto que sou.

Algumas pessoas podem tentar humilhar a imagem que eu transpareço, podem tentar pisar sobre os meus pensamentos, podem tentar enfeiar o meu rosto ou corpo, podem dizer que eu sou isso ou aquilo, que eu não sou suficiente, que eu sou pouco ou muito. Mas apenas eu posso sentir aquilo que é verdadeiro, aquilo que durará para sempre.

Não acumulo tesouros aqui, meus tesouros estão na eternidade e o seu valor é outro.

Jamais negociarei tais tesouros, jamais venderia meus sonhos ou valores eternos por algo que acaba aqui. Pelo fim que a vida nos dá.

Tristeza passará, porém a alegria é eterna e vive no coração daquele que ilumina tudo.

Por isso estou em paz.

Desabafo

Se tem uma coisa que eu sinto saudade nessa vida, esta coisa é minha infância. Hoje, eu estava aqui, deitada na minha cama, a janela está aberta e algo me lembrou aqueles dias felizes. Talvez tenha sido o vento, talvez tenha sido o céu, que está azul turquesa com aquelas nuvenzinhas brancas pintadas. Talvez os passarinhos cantando. Talvez tudo junto.

Sabe quando você é visitado por aquela nostalgia gostosa? Senti falta daquele tempo em que o quintal da minha casa era uma imensa floresta, cheia de animais nunca vistos antes. Sinto falta de quando uma gota de água se tornava uma amostra do DNA de um dinossauro vivo, quando pingada sobre o caderno.

Como você pode perceber: eu era uma criança altamente imaginativa.

Fico pensando onde foi parar aquela imaginação. Sinto que ela está enclausurada em algum canto da minha alma. Não pode sair, não pode florescer, porque o tempo passou, porque seu lugar foi tomado pelas lutas, pelas dores, pelas lágrimas (ou pela maturidade).

Algumas vezes ela ganha ar, respira de leve e dura alguns minutos. Feliz por saber que ainda está viva, que não morreu dentro de mim, que ainda acredita em mim.

Algumas vezes sinto ela gritar, em alto e bom som, sobre os momentos que tivemos. Sobre quando a lua cheia parecia ser maior do que o universo, sobre quando os amores eram doces, sobre quando os doces eram mais saborosos e as cores mais brilhantes.

Aquele tempo em que passar horas viajando nas páginas de um livro era diversão, pisar descalço na grama era macio, andar de bicicleta era a liberdade, viver aventuras era tudo que havia para se fazer.

De verdade, sinto como se eu quisesse sair. Mas como?

As aventuras hoje se tornaram leis, se tornaram entendiantes. A liberdade hoje parece estar presa, a grama tem que pinicar e os livros mudaram de assunto. Não há mais fuga. Há realidade.

Quando fecho os olhos, diante dessa janela, sinto como se os passarinhos fossem ela (a menina deixada para trás, guardada na caixinha escondida) gritando um grito de esperança, um grito de “você pode ser você mesma” e depois voando para longe de novo, para o lugar em que não pode mais ser ouvida. Me deixando sem respostas, me deixando sem saída.

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Bird Land – HotPark

Hoje quero escrever um post rápido sobre o Bird Land, viveiro localizado no HotPark (parque aquático localizado na cidade de Rio Quente – Goiás, próximo à Caldas Novas).

O viveiro é composto por variadas espécies de aves e mamíferos. Estes animais, conforme pesquisa que realizei, são resgatados do tráfico e de maus-tratos. Busca-se sua readaptação à natureza.

Antes de adentrar o viveiro é passado um vídeo com avisos e explicações para a visita. No interior não se pode fotografar e deve-se tomar cuidado com colares ou adereços, principalmente os brilhantes.

Logo na entrada lhe é entregue uma porção de sementes para que você possa alimentá-los. O contato com os animais é muito mágico, pois são extremamente dóceis e adaptados aos seres humanos.

Sobre a vez que eu fui posso dizer que me lembro do tucano, com aquele bico enorme, vindo comer sementes na minha mão de uma maneira tão doce e delicada. Além disso, um macaco que estava por lá, que gritava pedindo para que carinhássemos suas costas.

Os veados amam lamber seus braços, principalmente por causa do sal. Ficam lambendo, lambendo, até que você se canse e retire os braços de sua visão. São mansinhos e adoram carinho!

Lá dentro você não pode fotografar com sua própria máquina, porém os fotógrafos do parque fazem fotos para você comprar logo na saída. Se você quer guardar a lembrança, vale a pena.

Abaixo algumas fotos que me fazem sentir saudades.

 

Resenha: Curitiba/PR

Eu sei, eu sei. Após um longo período de tempo sem passar por aqui, de repente decidi aparecer. Pelo menos comigo é assim… A vontade de escrever o que está dentro de mim começa a crescer, crescer (e eu vou postergando) até que ela resolve tomar conta de mim. Eu gosto muito de escrever sobre sentimentos, poesias e essas coisas, sabe? Também gosto de escrever sobre viagens porque me traz felicidade. Me faz lembrar de momentos tão gostosos, tão diferentes… Me faz lembrar do clima, das pessoas, das cores. Parece que é uma forma de reviver aquilo que passou.

Essa viagem foi assim. Hoje, quando escrevo, para mim, me faz lembrar das cores… Eu já conhecia Curitiba (apesar de ter perdido a maioria das fotos), mas parece que cada vez que você vai para lá, acaba enxergando algo diferente, uma cor que não havia visto antes. Apesar do clima bucólico, as fotos são coloridas e cheias de vida!

Além disso, Curitiba leva consigo a fama de ser uma das maiores produtoras de uma das coisas que mais amo nessa vida: PINHÃO! Gente, se deixar eu como um quilo de pinhão por dia sozinha.

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E, apesar de termos ido na páscoa, acabamos achando dois sacos remanescentes de pinhão no Mercado Municipal! Era para ser meu.

Mas vamos aos pontos turísticos, para quem chegou aqui para saber um pouco mais sobre essa cidade maravilhosa.

VIAGEM DE TREM – CURITIBA/MORRETES

Se você vai para Curitiba com tempo, não deixe de fazer o passeio de trem até Morretes. Primeiro porque o passeio é lindo! Você conhece a rota viajando no tempo. O trem é o Serra Verde, você compra seu ingresso ali na hora e embarca em um passeio histórico. A beira da estrada é cheia de hortências (que foram plantadas para a princesa Izabel). Você adentra a mata atlântica e contempla uma mata virgem, fresca e muito verde! Entra em túneis e passa por lugares que dão a impressão de que o trem está flutuando sobre as nuvens.

Ao chegar em Morretes, você vai perceber como a cidadezinha é charmosa. Pequena, com ruas de paralelepípedos e muitos frutos do mar (melhor parte da viagem). Na primeira vez que eu fui, acabei almoçando em um restaurante de quilo (que não me lembro o nome) e a variedades de fruto do mar era bem grande. Na segunda vez fomos em um a la carte e, por isso, você se limitava ao prato que pedia.

 

Essa foto logo abaixo foi da penúltima vez que fui, deve ter uns 2 ou 3 anos e também é de Morretes, na verdade de uma igrejinha no centro da cidade.

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PARQUES/BOSQUES/LUGARES

Além do passeio de trem, a cidade de Curitiba têm TANTOS pontos turísticos que eu acho que nem tem jeito de contar nos dedos. Tem o Jardim Botânico (que só pelo nome você já pode imaginar quantas cores), tem diversos parques, como o Bosque Alemão, tem a Ópera de Arame, tem o Parque Barigui… Nossa! Não consigo nem contar.

Me recordo que da primeira vez que fomos acabamos pegando um City Tour, porque ele parava em todos os pontos turísticos e depois de algum tempo poderíamos ir para outro ponto… Acabamos conhecendo mais lugares do que da última vez que fomos, pois desta vez acabamos indo de carro e escolhemos os lugares mais conhecidos, queríamos mostrar aos meus pais.

O meu preferido é o Jardim Botânico e o Bosque Alemão. O Jardim Botânico por causa do tapete de flores e das incontáveis cores que você pode enxergar. O Bosque Alemão porque me remete aos meus antepassados (rsrs) e também por conta a história de João e Maria vai aparecendo enquanto você percorre o bosque. Dá aquela impressão de que você está vivendo, realmente, a história.

Confiram algumas fotos (tem umas antigas e umas mais recentes), está em slides:

 

JARDIM BOTÂNICO

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ÓPERA DE ARAME/BOSQUE ALEMÃO

 

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PARQUE BARIGUI/PARQUE TANGUÁ

 

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Da primeira vez que fomos acabamos conhecendo uma vinícola também, chamava “Vinícola Durigan”. Para quem gosta de queijos e vinhos, vale a pena conhecer! Tem muito chocolate também! Ótimo para levar uma lembrancinha para aqueles que ficaram. 🙂

Só tenho uma foto deste lugar:

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Se você está pensando em conhecer Curitiba mas ainda está em dúvida, só posso dizer que o lugar é maravilhoso! É claro que ainda deixei de falar sobre os eventos noturnos, teatros, shows… A cidade nunca pára! Não falei porque durante o tempo que estive lá não tive a oportunidade de ir a algum desses lugares. A cidade lembra muito cidade do exterior. As avenidas são amplas, as casas são no estilo europeu, as árvores são muitas… Sem contar aquele climinha fresco que está sempre pairando por ali.

Se conhece a cidade ou está pensando em conhecer deixa seu comentário para mim!

Até a próxima!

Liberdade aos meus versos – Meu jeito de escrever

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Afinal, a vida não passa disso: um mundo de versos livres, bagunçados, feitos por nós e que durarão eternamente.

 

Oi! Hoje eu gostaria de dizer algumas coisas acerca da minha maneira de escrever sobre emoções. Para quem me conhece desde o blog Roda das Cores sabe o quanto eu gosto de escrever versos livres, que são aqueles que não tem rimas, nem muita métrica. No meu caso, eles geralmente parecem com um rascunho. Eu nunca estudei Letras, mas confesso que as palavras me cativam de uma forma tão grande, que poucas coisas conseguem me prender tanto. Seja que tipo de texto você escrever, elas têm o poder de influenciar as pessoas de uma forma como poucas coisas têm.

Confesso que as vezes sou um pouco desatenta com elas. Compreendo alguma coisa errada ou escrevo algo errado, por puro descuido. Mas espero que você retire, de tudo o que eu escrever, a essência daquilo que vale a pena.

Tenho alguns versos que amo, desde que os escrevi. Ultimamente ando pouco inspirada, as rotinas mudam e nós temos que nos adaptar a ela. Quando sinto que estou inspirada, percebo que estou extremamente cansada para colocar tudo para fora. Porém, prometo que eu vou tentar, sabe por quê?

Porque escrever é uma das únicas coisas que me faz sentir viva de verdade, quando escrevo parece que saio do meu corpo e as palavras vão brotando uma a uma, formando um texto. Sinto falta deste sentimento de extremo impulso.

Eu amo a vida, amo as vidas e amo as palavras. Porque mesmo quando tudo se vai, elas estão lá para ajudar a aliviar a sua alma e dar leveza ao seu coração. Palavras podem transportar você de um mundo triste, para um mundo de boas lembranças. Amo esse mundo das palavras. Sinto falta do poder que elas exercem sobre mim.

Na verdade, foi para isso que criei este Blog. Para falar das coisas que mais amo fazer: admirar os caminhos, sejam quais forem e enxergar a poesia por onde ando, seja como for.

Escrevi sobre lugares maravilhosos que conheci, nos últimos posts. Lugares opostos em sua cultura, clima, comida, mas semelhantes quanto à vida, ao ser humano, à poesia…

Eu amo a poesia da vida. Amo os versos livres dela, estes que nós não esperamos que vão surgir, destes que você tem que passar um tempo meditando para entender, deste que faz você admirá-lo lentamente. Afinal, a vida não passa disso: um mundo de versos livres, bagunçados, feitos por nós, e que durarão eternamente.